Cada fórmula é alheia, tomada de gente que as compôs em laboratórios próprios e as assinou com o próprio nome; a pergunta, contudo, em nome da qual toda aquela arquitetura de apontadores, grafos e arquivo foi posta em movimento, é minha, e soa cotidiana e como pergunta de engenheiro: onde, exatamente, mora a sabedoria.
Pergunta literal, sem retórica, — do mesmo modo como um programador perguntaria sobre uma variável: em que endereço. E, se a sabedoria não tem endereço, — talvez ela também não exista, e haja apenas o hábito de chamar, retroativamente, de sabedoria aquilo que retroativamente acabou funcionando.
Em que endereço.