Na quarta semana me explicaram para que as pessoas rezam. E eu parei de rir delas.
Não porque virei crente. Deus me livre (trocadilho não intencional). Simplesmente se revelou que aquilo que eu passara vinte e oito anos considerando superstição, bobagem e recusa do pensamento racional era uma descrição torta, capenga, distorcida por milênios de telefone sem fio, mas tecnicamente correta da realidade.
Como se um aluno da primeira série descrevesse a mecânica quântica: “bom, tem uma coisa lá que ao mesmo tempo existe e não existe, e quando você olha ela decide o que vai ser, e quando você vira as costas ela tá nem aí”. Grosseiro? Sim. Impreciso? Sim. Mas verdade? Em linhas gerais — sim.