Wei Lin chegou às nove e três. De táxi. Amarelo, com propaganda de delivery de sushi na lateral e um aromatizante de pinheirinho no espelho.
Não sei o que eu esperava. Um portal, provavelmente. Ou um carro preto sem placa. Ou teletransporte — estalo, flash, e você já está em outra dimensão. Em vez disso — Yandex.Taxi, motorista Arsen, nota 4,99, e cheiro de baunilha artificial. Se a Academia é um espaço “no qual as leis funcionam de outra forma”, por enquanto a única lei que funcionava de outra forma era a das minhas expectativas.
— Entra — disse Wei Lin, do banco de trás.
Entrei. Arsen me olhou pelo retrovisor. Eu olhei pro Arsen. Arsen ligou o GPS. Saímos.
— Pra onde vamos? — perguntei.